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Consumir cultura é resistência… três exposições no Pelourinho que ampliaram meu olhar sobre moda, feminilidade e matriarcado

Consumir Cultura é Resistência…

Visitar exposições é uma forma de ampliar repertório e descobrir outras maneiras de compreender o mundo. Neste domingo, visitei o MUNCAB e a CAIXA Cultural, no Pelourinho, em Salvador, e três exposições me provocaram reflexões que vão muito além da experiência estética.

Acredito que o contato com a arte nos oferece possibilidades de enxergar histórias, identidades e realidades que nem sempre ocupam o espaço que estão na nossa formação cultural.

Como consultora de imagem e especialista em moda, meu olhar naturalmente se volta para os corpos, as cores, as texturas, os vestuários e os significados que construímos por meio das imagens. Mas a experiência também me colocou diante de questões relacionadas à feminilidade, à ancestralidade, à espiritualidade, à identidade e à resistência.

36ª Bienal de São Paulo… a arte conversa com a moda

A primeira exposição foi a itinerância da 36ª Bienal de São Paulo, no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB), em cartaz até 29 de novembro de 2026.

Durante a visita, encontrei muitos elementos que conversaram diretamente com a Kika Consultora de Imagem. As cores, as texturas, os bordados, a representação dos corpos e os vestuários despertaram reflexões sobre a relação entre arte, moda e identidade.

A roupa não é apenas um objeto que cobre o corpo. Ela também carrega o inconsciente coletivo através da semiótica, referências culturais, pertencimentos e formas de expressão. O mesmo acontece com os elementos visuais que encontramos nas manifestações artísticas: suas escolhas estéticas podem provocar desconfortos e revelar perspectivas diversas sobre o mundo.

A experiência foi uma oportunidade de ampliar meu repertório visual e reafirmar algo que considero fundamental no meu trabalho… olhar para a moda exige curiosidade e disposição para ir além das tendências.

OMI TUTU, Água Fresca… a fluidez das águas e a força do feminino

Ainda no MUNCAB, visitei OMI TUTU, Água Fresca, exposição da artista Hariel Revignet, em cartaz até 14 de fevereiro de 2027.

Essa experiência me tocou de outra maneira. Ao percorrer as obras, senti minha feminilidade aflorar. A fluidez, as formas, os movimentos e a presença das águas despertaram uma conexão pessoal com a natureza e a espiritualidade.

Na exposição, a água aparece como uma metáfora das travessias, dos pertencimentos e das transformações. Ela pode mudar de forma, percorrer diferentes territórios e conectar lugares que parecem distantes.

A narrativa evoca Oxum, Iemanjá e Nanã, orixás relacionadas às águas e a diferentes dimensões da existência, da fertilidade, da proteção e da ancestralidade.

Como consultora de imagem, essa experiência também me fez pensar sobre a fluidez no vestir. Eu sempre digo para minhas clientes como o fluidez é associada ao feminino. E a roupa participa da construção da nossa comunicação visual. mas podemos interpretar que fluir também pode ser uma forma de resistir.

Me emocionei nesta exposição!

3 Obás de Xangô… o matriarcado e a construção da resistência

A terceira visita foi à exposição 3 Obás de Xangô, na CAIXA Cultural do Pelourinho, em cartaz até 6 de dezembro de 2026.

A mostra estabelece conexões entre Jorge Amado, Carybé e Dorival Caymmi, três nomes fundamentais para a cultura baiana, e as referências culturais e religiosas presentes em suas trajetórias e obras.

Mas um dos aspectos que mais me chamaram a atenção foi a importância do matriarcado e do protagonismo das mulheres negras na preservação e no fortalecimento da cultura afro-brasileira.

O texto curatorial destaca o papel das ialorixás, também conhecidas como mães de santo, na organização das comunidades religiosas e na continuidade das tradições ancestrais. Essas mulheres exercem funções de liderança, preservam conhecimentos e mantêm vivas práticas culturais e espirituais transmitidas entre gerações.

É nesse contexto que aparece Mãe Aninha, nome pelo qual ficou conhecida Eugênia Ana dos Santos, fundadora do Ilê Axé Opô Afonjá, em 1910. Ela criou a corte dos 12 Obás de Xangô, uma estrutura que fortaleceu as hierarquias negras e favoreceu alianças com intelectuais e autoridades que poderiam contribuir para o enfrentamento ao racismo e para a consolidação da cultura afro-brasileira.

Essa história nos lembra que a preservação cultural não acontece por acaso. Ela depende de pessoas, comunidades, instituições e estratégias de continuidade. E, nesse processo, as mulheres negras tiveram e continuam tendo um papel fundamental.

Reconhecer essa contribuição é também questionar quais histórias recebem visibilidade, quem é reconhecido como produtor de conhecimento e quais protagonismos permanecem à margem das narrativas mais difundidas.

Para mim, essa reflexão é indispensável quando falamos de cultura e representação.

O que a cultura tem a ver com a moda?

Pode parecer que visitar museus e exposições é uma atividade distante da rotina de quem trabalha com moda. Para mim, acontece justamente o contrário.

A consultoria de imagem não se resume a roupas, combinações, cartelas de cores ou tendências. A imagem comunica. E essa comunicação acontece dentro de um contexto social e cultural que influencia a maneira como nos vestimos, como somos percebidas e como construímos nossa relação com o mundo.

Ampliar repertório cultural é uma forma de enriquecer esse olhar. A arte nos coloca em contato com outras referências estéticas e históricas. A antropologia, a sociologia, a psicologia e a filosofia nos ajudam a compreender os significados que atravessam nossas escolhas. E o contato com diferentes manifestações culturais nos lembra que não existe uma única maneira de expressar identidade.

Por isso, não acredito em regras universais que determinem como uma pessoa deve se vestir. Acredito em conhecimento, autoconhecimento e intencionalidade. Quanto mais referências temos, mais possibilidades podemos reconhecer e explorar.

As três exposições me provocaram de maneiras diferentes, mas todas contribuíram para ampliar minha percepção sobre os corpos, a espiritualidade, a identidade e a cultura.

A visita ao MUNCAB e à CAIXA Cultural me lembrou que consumir cultura não é apenas ocupar o tempo livre ou apreciar algo visualmente bonito.

A arte pode nos emocionar, mas também pode nos deslocar para outras perspectivas. Pode despertar curiosidade, provocar perguntas e transformar a maneira como interpretamos o que vemos.

E isso faz parte da minha relação com a moda.

Consumir cultura é ampliar repertório!

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O Diabo Veste Prada 2… A transformação de Andy

Quando assisti O Diabo Veste Prada pela primeira vez, assim como milhares de pessoas, fui impactada pela transformação imagética de Andy Sachs. O filme se consolidou no inconsciente coletivo muito pela narrativa da “mulher comum” que passou a dominar os códigos visuais da moda de luxo e, consequentemente, conquistou reconhecimento profissional dentro daquele universo.

Durante muitos anos, essa foi a leitura que perdurou da personagem.

Mas, assistindo a Andy agora, diante do segundo filme, o que mais me chamou atenção já não foi sua transformação estética. Foi sua transformação emocional.

A impressão que tive foi a de que Andy parecia menos interessada em performar pertencimento o tempo inteiro. E isso alterou completamente a maneira como enxerguei sua relação com a moda.

No primeiro filme, a mudança visual funcionava como uma validação profissional obrigatória. Como se, para ocupar determinados espaços, ela precisasse abandonar totalmente sua estética anterior e aderir integralmente às expectativas daquele mercado.

Já nesse novo momento, vi uma mulher mais madura, que parecia compreender a moda como ferramenta, e não como submissão absoluta à expectativa do outro.

Andy continuou utilizando peças sofisticadas e fashionistas, especialmente em eventos e contextos específicos. Mas existia uma diferença importante: agora, a imagem da jornalista parecia mais conectada à escolha do que à necessidade desesperada de aceitação.

E essa leitura conversou diretamente com algo muito presente no comportamento social feminino.

Mesmo após os 40 anos, muitas mulheres ainda sentem que precisam correr atrás constantemente uma imagem desejável, jovem e impecável para continuarem sendo levadas a sério profissionalmente, socialmente e, inclusive, afetivamente.

Enquanto os homens continuam autorizados à neutralidade estética. E essa percepção ficou evidente para mim ao surgir na tela o par romântico da personagem.

Enquanto Andy permaneceu dentro de um padrão estético rigidamente controlado, inclusive pela própria indústria cinematográfica, o homem escolhido para ocupar o lugar de interesse romântico apareceu como um homem comum, naturalmente envelhecido, com rugas e marcas do tempo visíveis. E nada disso comprometeu sua legitimidade afetiva dentro da narrativa.

E é importante pontuar: a questão aqui não é criticar o envelhecimento masculino. Pelo contrário.

O ponto é perceber como o envelhecimento masculino raramente afeta o lugar de desejo, protagonismo ou valor social desses homens. Já para as mulheres, envelhecer é quase como um erro.

Existe uma diferença brutal na forma como homens e mulheres são percorrem a linha do tempo. Enquanto os homens são autorizados a envelhecer. Às mulheres é dada a administração cruel do seu envelhecimento.

Talvez por isso Andy tenha me interessado mais agora do que na época do primeiro filme. Porque, apesar de ainda existir dentro de estruturas estéticas rígidas, pareceu menos preocupada em performar aprovação permanente.

E essa foi sua maior (re)evolução.

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Quando a roupa altera a percepção de idade: o retorno do formal e seus impactos na imagem

A forma de vestir nunca foi neutra. Mais do que uma escolha estética, a roupa opera como um sistema de códigos sociais que comunica mensagens sobre status, intenção e, inclusive, percepção de idade.

Nos últimos anos, um movimento específico tem chamado minha atenção: a crescente adesão de jovens a uma estética mais formal, marcada por alfaiataria rígida, paletas neutras e referências tradicionais. Esse comportamento não surge de forma isolada, mas dialoga diretamente com um contexto cultural mais amplo de valorização do conservadorismo.

A formalidade como sinônimo de elegância

Historicamente, peças associadas ao masculino, como blazers estruturados, camisas sociais e cortes mais clássicos estiveram associadas à autoridade e à maturidade. Esses elementos portanto compõem o que, na consultoria de imagem, se associa aos códigos visuais de formalidade.

Quando utilizados de forma predominante, esses códigos tendem a projetar uma imagem mais madura, independentemente da idade de quem veste.

O que se observa atualmente é uma simplificação desse entendimento: a associação direta entre formalidade e elegância. Nesse cenário, visuais mais neutros e estruturados passam a ser vistos como automaticamente mais sofisticados, enquanto elementos como cor, estampa e novidades são, muitas vezes, deslocados para um campo de menor relevância ou profissionalismo.

Um fenômeno cíclico

Apesar de parecer contemporâneo, esse movimento não é novo. Registros audiovisuais de décadas passadas mostram jovens adultos com estilos igualmente formais, que hoje, vistos em retrospectiva, produzem uma sensação de envelhecimento precoce da imagem.

Esse dado reforça um ponto central: a moda não apenas acompanha o espírito do tempo, mas também constrói, em cada período, uma ideia específica de como diferentes faixas etárias “devem” se apresentar.

Entre parecer mais velho e parecer mais jovem

O cenário atual revela uma tensão interessante para as mulheres.

De um lado, jovens adotam códigos visuais associados à maturidade como estratégia para serem levadas a sério em contextos profissionais e sociais.

De outro, mulheres mais velhas buscam se afastar desses mesmos códigos, com receio de intensificar uma percepção de envelhecimento ou de se tornarem alvo de etarismo.

O resultado é um movimento simultâneo e paradoxal: enquanto algumas tentam acelerar a própria imagem, outras tentam suavizá-la.

O papel do etarismo na construção da imagem

Essa dinâmica expõe um aspecto relevante: o policiamento social da aparência a partir da idade.

A ideia de que existem roupas “apropriadas” para determinadas faixas etárias não é apenas uma convenção estética, mas também um reflexo de normas sociais que regulam comportamento e expressão.

Nesse contexto, o etarismo se manifesta de forma sutil, influenciando escolhas e limitando possibilidades de construção de imagem.

Para além da idade… a lógica dos códigos visuais

Do ponto de vista da consultoria de imagem, a construção de uma aparência coerente não deve partir da idade como critério central.

A análise se estrutura a partir de três pilares:

  • identidade pessoal
  • contexto social
  • intenção de comunicação

São esses fatores que orientam a escolha dos códigos visuais mais adequados… e não uma regra fixa baseada em faixa etária.

Isso significa que tanto o excesso de formalidade quanto a tentativa de parecer excessivamente jovem podem gerar ruídos na comunicação da imagem.

Moda como reflexo do tempo

A recorrência desse tipo de fenômeno ao longo das décadas reforça uma leitura mais ampla… a moda funciona como um espelho das tensões culturais de cada época.

Se, em determinado momento, parecer mais velho pode estar associado à credibilidade, em outro, parecer mais jovem pode ser entendido como estratégia de permanência social.

Em ambos os casos, a roupa deixa de ser apenas estética e passa a operar como ferramenta de negociação simbólica.

Diante desse cenário, talvez a questão mais relevante não seja definir o que é adequado para cada idade. Mas sim compreender quais códigos visuais são capazes de traduzir o que cada pessoa deseja com precisão… a identidade, o contexto e a mensagem que cada indivíduo deseja comunicar.

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Broche volta à moda e assume papel estratégico na construção da imagem

O broche voltou ao radar da moda nas últimas temporadas. Presente em passarelas, editoriais e no styling de celebridades, o acessório reaparece como um elemento de destaque nos looks contemporâneos. No entanto, tratá-lo apenas como ornamento é uma leitura limitada do seu potencial dentro da construção imagética.

Na linguagem da moda, o broche pode funcionar como um signo imagético. Ele direciona o olhar, organiza a leitura visual da roupa e contribui para estruturar a narrativa estética de um look. Mais do que decorar, o acessório tem capacidade de intervir na forma como uma peça é percebida e, em alguns casos, até de resolver questões de modelagem.

Um exemplo prático é o uso do broche em um macacão cuja pala apresentava perda de estrutura ao longo do uso. Nessa situação, o acessório foi incorporado não apenas como elemento estético, mas também como solução técnica.

A escolha de um broche reto, com dois pins nas extremidades, não foi aleatória. A peça passou a cumprir a função de estabilizar a pala do macacão, evitando que o tecido cedesse. Ao mesmo tempo, reforçou os ângulos da construção da roupa, alinhando o visual a uma mensagem de retidão e força já sugerida pelo desenho do macacão, mesmo sendo confeccionado em tecido fluido.

O resultado evidencia como pequenos elementos podem alterar significativamente a leitura de uma roupa. Ao corrigir a modelagem, atrair o olhar para um ponto específico e fortalecer a narrativa visual da peça, o broche deixa de ocupar um papel meramente decorativo para assumir uma função estratégica dentro do styling.

Esse tipo de intervenção revela uma dimensão frequentemente negligenciada no uso dos acessórios: a capacidade de organizar visualmente o look e potencializar a comunicação de imagem.

No cenário atual, em que a moda dialoga cada vez mais com identidade e comunicação pessoal, recursos aparentemente simples, como um broche, podem se transformar em ferramentas importantes na construção de uma imagem mais intencional e estratégica.

Como consultora de imagem, observo com frequência que muitas pessoas ainda tratam os acessórios apenas como complemento estético. No entanto, quando compreendemos a moda como linguagem, percebemos que cada elemento do look participa da construção da mensagem que queremos comunicar.

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Estilo Boho: Muito Além do Hippie Chic

Um termo que está em alta nas conversas de moda é o BOHO. Mas será que todo mundo entende, de fato, o que ele representa?

Muita gente associa o boho ao “hippie chic”, o que não está errado , mas a verdade é que esse estilo vai muito além de uma estética dos anos 70. Ele é uma fusão de referências culturais e estéticas que resultam em uma expressão cheia de personalidade.

“Boho” é a abreviação de bohemian, um movimento artístico e cultural do século XIX. Na época, os boêmios viviam à margem das convenções sociais, buscando uma vida mais livre, criativa e autêntica.

Essa liberdade e desapego às normas sempre é incorporada à moda, mas sendo ressignificada a cada geração.

As Influências por Trás do Estilo

O boho contemporâneo é o resultado de um verdadeiro mix de estilos. Ele une elementos de diferentes estéticas:

  • Hippie: tecidos leves, fluidez e um visual despretensioso.
  • Folk: bordados artesanais, franjas e materiais naturais como camurça e tricô.
  • Vintage: peças com referências retrô, geralmente garimpadas em brechós ou com ar de “peça com história”.
  • Gipsy: lenços, maxi acessórios, estampas paisley e uma mistura de cores vibrantes.
  • Western: botas cowboy, chapéus, cintos largos, com estética mais rústica e cores mais terrosas (maarons e beges).

Quais são as peças-chave do Boho?

Se você quer flertar com essa estética no seu guarda-roupa, estas são algumas peças clássicas do boho:

  • Vestidos longos e fluidos
  • Batas bordadas
  • Saias longas e esvoaçantes ou de couro com franjas
  • Franjas… inclusive em bolsas e jaquetas
  • Peças em crochê artesanal
  • Botas diversas
  • Acessórios em prata envelhecida com pedras naturais

Mas atenção… isso não significa que você deva usar tudo ao mesmo tempo ou sair comprando por impulso.

Tendência ou Estilo?

Cabe aqui uma pergunta chave: você quer adotar o boho porque está em alta ou porque ele condiz com o seu estilo?

É aqui que entra a Consultoria de Imagem. O estilo boho pode até ser uma tendência, mas ele só deve entrar no seu armário se fizer sentido para o seu estilo de vida, sua identidade visual e o que você deseja comunicar.

Se você se identifica com o chapéu western, com as franjas do folk, com os comprimentos gipsy ou com os tecidos leves… ótimo! Mas, se não faz sentido para você, não use.

Nâo esqueca que a moda tem o poder de comunicar quem você é. O boho pode ser uma ferramenta de expressão pessoal, mas precisa ser interpretado… e não apenas replicado.

Quer incorporar o boho de forma autêntica ao seu guarda-roupa?

Eu posso te ajudar com isso.

Por meio da Consultoria de Imagem, você descobre o que realmente combina com você… respeitando sua essência, seus objetivos e sua estética pessoal.

Mande uma mensagem e vamos juntas traduzir seu estilo.

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A Mensagem Oculta nos Looks de Melania Trump: Moda, Poder e Polêmicas

O chapéu de Melania Trump chamou a atenção pela forma como criou um distanciamento entre ela e o seu marido. Isso nos leva a refletir sobre a influência que uma peça de roupa pode ter na linguagem corporal.

Historicamente, o chapéu é um acessório funcional, utilizado como proteção, mas cada modelo carrega uma mensagem distinta. Alguns modelos, por exemplo, podem adicionar status social ao look.

No caso de Melania, o chapéu ocultou seu olhar, limitando sua comunicação visual e restringindo o acesso às suas emoções.

O look de Melania, como um todo, nos leva a debater os símbolos da moda e seus impactos visuais.

Sobre a cor…

Ao optar por um alto contraste entre o off-white e o azul-marinho escuro, Melania causou uma percepção visual marcante. O azul-marinho, opaco, escuro e neutro, transmitiu sobriedade e seriedade.

Sobre o design…

A modelagem do sobretudo apresentou:

• Linhas retas, que comunicam retidão e assertividade;

• Pontas, que evocam uma sensação de risco, sendo percebidas como uma estrutura ameaçadora que desencoraja aproximação.

Essa escolha também se reflete no modelo do sapato: um scarpin de salto altíssimo, que simboliza controle e equilíbrio, evidenciado pela postura de Melania.

Sobre o tecido…

O tecido rígido, com fios grossos para garantir maior aquecimento, conferiu estrutura à peça, tornando-a firme e bem definida. Essa rigidez limitou a movimentação e eliminou qualquer sobra de tecido, proporcionando um ajuste preciso ao corpo. Melania vestiu uma peça produzida exclusivamente para ela, o que exigiu planejamento e antecedência.

Ao comparar o look da posse de 2017 com o de 2025, observa-se que o primeiro trouxe cores claras e linhas sinuosas, comunicando uma imagem mais acessível. Isso contrasta fortemente com as características visuais do look de 2025, que enfatizam distância, rigidez e autoridade.

A escolha de Melania reflete intencionalidade!

Todo o look revela um alinhamento coerente com as ideias que seu marido apresentou no discurso de posse para o atual governo.

Motivações passadas

Não é a primeira vez que Melania usa a moda com motivação. No passado, ela já protagonizou polêmicas fashions.

Em 2018, na sua primeira viagem oficial ao Quênia, Melania usou um chapéu branco redondo, modelo considerado simbólico, pois era associado aos exploradores europeus durante o período colonial.

Já em 2020, ao visitar crianças imigrantes no Texas, Melania vestiu uma parca com a frase “I really don’t care. Do u?” (“Eu realmente não ligo. Você liga?”). Na ocasião, ela afirmou que sempre escolhe suas roupas, reforçando a intenção por trás de cada peça usada.

E você? Quanta intencionalidade está colocando nos seus looks?

Que tal usar a moda para expressar quem você realmente é?

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Moda nas Olimpíadas

Se moda não importasse, o barrete frigio usado pelos insurgentes na revolução francesa não teria se tornado símbolo da liberdade e mascote da atual olimpíada na França.

Outra prova sobre a importância da moda foi look do porta bandeira da delegação palestina. A camisa estava bordada com mísseis em um dia ensolarado atingindo crianças. Ele não perdeu a oportunidade de comunicar o que está acontecendo no seu país.

E os collants da ginástica artística? Eles viraram pauta e podem elevar a segurança e autoestima das atletas.

Moda importa! Moda é sobre política e narrativa de imagem, seja individual ou coletiva.