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Broche volta à moda e assume papel estratégico na construção da imagem

O broche voltou ao radar da moda nas últimas temporadas. Presente em passarelas, editoriais e no styling de celebridades, o acessório reaparece como um elemento de destaque nos looks contemporâneos. No entanto, tratá-lo apenas como ornamento é uma leitura limitada do seu potencial dentro da construção imagética.

Na linguagem da moda, o broche pode funcionar como um signo imagético. Ele direciona o olhar, organiza a leitura visual da roupa e contribui para estruturar a narrativa estética de um look. Mais do que decorar, o acessório tem capacidade de intervir na forma como uma peça é percebida e, em alguns casos, até de resolver questões de modelagem.

Um exemplo prático é o uso do broche em um macacão cuja pala apresentava perda de estrutura ao longo do uso. Nessa situação, o acessório foi incorporado não apenas como elemento estético, mas também como solução técnica.

A escolha de um broche reto, com dois pins nas extremidades, não foi aleatória. A peça passou a cumprir a função de estabilizar a pala do macacão, evitando que o tecido cedesse. Ao mesmo tempo, reforçou os ângulos da construção da roupa, alinhando o visual a uma mensagem de retidão e força já sugerida pelo desenho do macacão, mesmo sendo confeccionado em tecido fluido.

O resultado evidencia como pequenos elementos podem alterar significativamente a leitura de uma roupa. Ao corrigir a modelagem, atrair o olhar para um ponto específico e fortalecer a narrativa visual da peça, o broche deixa de ocupar um papel meramente decorativo para assumir uma função estratégica dentro do styling.

Esse tipo de intervenção revela uma dimensão frequentemente negligenciada no uso dos acessórios: a capacidade de organizar visualmente o look e potencializar a comunicação de imagem.

No cenário atual, em que a moda dialoga cada vez mais com identidade e comunicação pessoal, recursos aparentemente simples, como um broche, podem se transformar em ferramentas importantes na construção de uma imagem mais intencional e estratégica.

Como consultora de imagem, observo com frequência que muitas pessoas ainda tratam os acessórios apenas como complemento estético. No entanto, quando compreendemos a moda como linguagem, percebemos que cada elemento do look participa da construção da mensagem que queremos comunicar.

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Estilo Boho: Muito Além do Hippie Chic

Um termo que está em alta nas conversas de moda é o BOHO. Mas será que todo mundo entende, de fato, o que ele representa?

Muita gente associa o boho ao “hippie chic”, o que não está errado , mas a verdade é que esse estilo vai muito além de uma estética dos anos 70. Ele é uma fusão de referências culturais e estéticas que resultam em uma expressão cheia de personalidade.

“Boho” é a abreviação de bohemian, um movimento artístico e cultural do século XIX. Na época, os boêmios viviam à margem das convenções sociais, buscando uma vida mais livre, criativa e autêntica.

Essa liberdade e desapego às normas sempre é incorporada à moda, mas sendo ressignificada a cada geração.

As Influências por Trás do Estilo

O boho contemporâneo é o resultado de um verdadeiro mix de estilos. Ele une elementos de diferentes estéticas:

  • Hippie: tecidos leves, fluidez e um visual despretensioso.
  • Folk: bordados artesanais, franjas e materiais naturais como camurça e tricô.
  • Vintage: peças com referências retrô, geralmente garimpadas em brechós ou com ar de “peça com história”.
  • Gipsy: lenços, maxi acessórios, estampas paisley e uma mistura de cores vibrantes.
  • Western: botas cowboy, chapéus, cintos largos, com estética mais rústica e cores mais terrosas (maarons e beges).

Quais são as peças-chave do Boho?

Se você quer flertar com essa estética no seu guarda-roupa, estas são algumas peças clássicas do boho:

  • Vestidos longos e fluidos
  • Batas bordadas
  • Saias longas e esvoaçantes ou de couro com franjas
  • Franjas… inclusive em bolsas e jaquetas
  • Peças em crochê artesanal
  • Botas diversas
  • Acessórios em prata envelhecida com pedras naturais

Mas atenção… isso não significa que você deva usar tudo ao mesmo tempo ou sair comprando por impulso.

Tendência ou Estilo?

Cabe aqui uma pergunta chave: você quer adotar o boho porque está em alta ou porque ele condiz com o seu estilo?

É aqui que entra a Consultoria de Imagem. O estilo boho pode até ser uma tendência, mas ele só deve entrar no seu armário se fizer sentido para o seu estilo de vida, sua identidade visual e o que você deseja comunicar.

Se você se identifica com o chapéu western, com as franjas do folk, com os comprimentos gipsy ou com os tecidos leves… ótimo! Mas, se não faz sentido para você, não use.

Nâo esqueca que a moda tem o poder de comunicar quem você é. O boho pode ser uma ferramenta de expressão pessoal, mas precisa ser interpretado… e não apenas replicado.

Quer incorporar o boho de forma autêntica ao seu guarda-roupa?

Eu posso te ajudar com isso.

Por meio da Consultoria de Imagem, você descobre o que realmente combina com você… respeitando sua essência, seus objetivos e sua estética pessoal.

Mande uma mensagem e vamos juntas traduzir seu estilo.

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O que será tendência na moda de 2021 até 2030?

O Google e a WGSN, empresa que estuda tendências, juntaram-se para entender quais os caminhos da moda até 2030.

A pandemia mudou a forma que consumimos e isso refletiu na moda, portanto, é perceptível que novos comportamentos foram instalados. Novas necessidades e realidades afetaram, e afetarão, a indústria da moda.

Analisando o citado estudo da WGSN, há cinco relevantes percepções futuras:

1 – A moda cada vez mais será usada a como instrumento para demonstrar a IDENTIDADE das pessoas.

2 – Os consumidores seguirão querendo dialogar com as marcas de moda e, para isso, elas precisarão se posicionar diante de questões sociais, através de informações e CONTEÚDOS.

3 – A diversidade no PROTAGONISMO será cada vez maior. Acabou a época da moda eurocentrizada e cheia de regras. Os grupos antes marginalizados estão sendo valorizados pela indústria da moda: negros, gordos, pessoas mais velhas, praticantes de religiosidades diversas e portadores de deficiências.

4 – Durante muito tempo copiávamos massivamente as roupas de personagens de novelas, atrizes, apresentadoras de TV… elas nos influenciavam. Com a internet, passamos a admirar as blogueiras e seus estilos de vida, que foram se tornando supérfluos e distantes. Essa INFLUÊNCIA será cada vez mais buscada em pessoas próximas e acessíveis. Pessoas com realidades semelhantes.

5 – A mudança na maneira de consumir moda está modificando os NEGÓCIOS de moda. De formas que brechós, reformas (upcycling), costureiras e pequenas empreendedoras crescerão em números e valorização.  

É isso! E vocês? Quais tendências já aderiram por aí?

Este texto foi originalmente postado no Aratu On https://aratuon.com.br/colunista/kikamaia/moda/o-que-sera-tendencia-na-moda-de-2021-ate-2030