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Julgar uma peça de roupa é julgar quem a usa?

Julgar uma peça da moda é julgar quem a está usando?

Outro dia vi o challenge (esses vídeos que viralizam), de uma influenciadora falando: “roupas que por motivo nenhum me irritam”.

No vídeo, ela amenizava, dizendo em tom sarcástico, que a roupa de ninguém agrada a todos e “então, se você gosta, usa!”.  

Ouvi expressões como… “Não dá, pra mim não dá!”. “Eu não sei como que dá pra combinar isso. Eu acho muito feio. Desculpa!”. “Esses shorts aqui me dá ódio!”. Todas proferidas com uma entonação negativa.

Por isso, fiquei com esse questionamento: julgar uma peça de roupa é julgar quem a usa? 

Hoje, vivemos em um mundo onde se propaga a diversidade. A moda passa por este processo de abertura das suas fronteiras, dos seus limites. Neste processo existe uma corrente que defende as muitas formas de se vestir. Não há um jeito certo e outro errado ao usar uma roupa. Há uma intenção do que a pessoa quer comunicar usando aquela peça da moda.

Existe um movimento de conscientização na moda para acolher que objetos de moda não devam ser encarados como inadequados. Afinal, o que não é condizente na construção de um estilo pode ser perfeito para comunicar a personalidade de uma outra pessoa.

O julgamento negativo proferido sobre uma peça de moda pode deixar quem a veste com sentimento de inadequação, e isso tende a fazer com que a pessoa se retraia e diminua a concretização das suas vontades para afastar o julgamento alheio. Assim, acaba usando o que os outros acham certo, bonito e deixando de usar o que gosta e o faz se sentir bem.

Por isso, quem não gosta de certas roupas deveria apenas não usá-las e evitar proferir seus julgamentos. Afinal, o respeito para que todos se sintam à vontade de vestir roupas que comuniquem a sua personalidade e estilo deveria ser inerente ao ser humano.

Este texto foi originalmente postado no Aratu On https://aratuon.com.br/colunista/kikamaia/moda/julgar-uma-peca-de-roupa-e-julgar-quem-a-usa

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Gorda ou plus size? Conheça os significados de cada termo

“Por que existe uma moda específica para a mulher gorda?”

“É certo falar a palavra gorda?”

“Mas não ofende?”

Essas foram as perguntas que mais escutei desde quando comecei a trabalhar no mercado da moda. No início, apenas revendia moda Plus Size e tive a oportunidade de acessar a alma de muitas mulheres gordas. Ao comprarem comigo, além de adquirirem as peças, elas esperavam fortalecer sua autoestima. O que seriam minutos de vendas se transformavam em horas de troca emocional.

A moda plus size surgiu na Europa, ainda na década de 1920, e era vendida como roupa para mulheres mais cheinhas. Em um determinado momento o termo “plus size” se fortaleceu para um nicho específico, de numerações acima do 46. Foi o termo que ajudou a aquecer o mercado de moda para as mulheres gordas no Brasil. Mas isso só aconteceu em 2008, quando os blogs se popularizaram e muitas mulheres gordas ganharam voz e se conectaram. 

No Brasil, a moda plus size explodiu quando o mercado percebeu que havia uma demanda. Pessoas gordas estavam dispostas a consumir roupas modernas para  mostrar mais seus estilos pessoais.  

Gordas sim! Aos poucos começou um movimento de ativismo a favor da diversidade de corpos na moda. Com ele, o termo “gordo” foi aos poucos sendo resgatado pela militância para a sua ressignificação. A intenção era tirar os estigmas da palavra, para que ela não carregasse os elementos negativos que sentíamos quando proferida. 

E assim foi feito! A palavra passou a ofender apenas quando havia a intenção de diminuir o outro. “Sua gorda!”. Dessa forma, para muitas pessoas, o adjetivo é apenas uma das características do seu eu. 

Por fim, ser gordo não quer dizer que a pessoa é preguiçosa, desleixada, incapaz. Ainda ter essa visão é preconceituoso e ultrapassado.

Este texto foi originalmente postado no Aratu On https://aratuon.com.br/colunista/kikamaia/moda/gorda-ou-plus-size-conheca-os-significados-de-cada-termo

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Xadrez e botas: não espere o São João para usá-los

Junho chegou e as pessoas ficam desejando o São João para usarem a estampa xadrez e as botas.

Vamos combinar? Tem vários tipos de xadrez, muitos estilos de botas e não precisamos esperar as festas juninas para usá-los.  

Primeiro, vamos falar das botas. Podemos usá-las para protejer os pés da chuva. E em Salvador chove, mesmo não fazendo frio. Eu não vejo lógica em passar um dia inteiro com os pés molhados no lugar de protegê-los com as botas. 

Ok! Não precisa ser uma bota de cano longo. Algo em que a sensação térmica causa desconforto. Afinal, a capital baiana é uma cidade onde o julgamento corre solto. 

Tecnicamente, temos as seguintes botas: 

1 – Galocha: de plástico, que passou por uma estilização e ganhou estampas fashionistas;

2 – Coturno: considero um tipo de bota que nos traz uma mensagem de rebeldia e jovialidade. Isso ocorre pelo coturno já ter sido muito usado pelos jovens participantes de subculturas (ex.: grunge, punk, rocker, skinhead)

3 – Birken: também usada pelos jovens, principalmente os que se apropriaram de tachas e correntes de metal. Uma diferença entre esta e o coturno é a falta de obrigatoriedade da amarração com cadarços;

4 – Montaria: são longas e protegiam seus usuários do suor do cavalos. Não necessariamente se usava no frio. Nem temos essa desculpa para usá-las, né? Ao menos, não aqui em Salvador;

5 – Estilo cowboy: tem um bico fino. Seu solado não costuma ser de borracha. O solado desliza. Essas botas nos remetem aos filmes estadunidense de faroeste e, mais recentemente, com músicas e danças country;

6 – Open boot: é um misto de bota e sandália. Muito bem adaptável ao nosso clima. É comum ser achada e sequer ter esse nome no mercado. 

Temos outros modelos! E como usar cada uma delas? De todas as maneiras. Testando. Importante é saber o que cada modelo transmite. Assim, fica mais fácil entender que, ao vestir um longo vestido floral e acrescentar uma birken ao look, a pessoa acaba adicionando uma certa rebeldia ao romantismo das flores. 

Aproveitem junho, mas lembrem-se que podem seguir usando as botas. Basta querer!  

No próximo post vamos falar da estampa xadrez. 

Este texto foi originalmente postado no Aratu On https://aratuon.com.br/colunista/kikamaia/moda/xadrez-e-botas-nao-espere-o-sao-joao-para-usa-los

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O que será tendência na moda de 2021 até 2030?

O Google e a WGSN, empresa que estuda tendências, juntaram-se para entender quais os caminhos da moda até 2030.

A pandemia mudou a forma que consumimos e isso refletiu na moda, portanto, é perceptível que novos comportamentos foram instalados. Novas necessidades e realidades afetaram, e afetarão, a indústria da moda.

Analisando o citado estudo da WGSN, há cinco relevantes percepções futuras:

1 – A moda cada vez mais será usada a como instrumento para demonstrar a IDENTIDADE das pessoas.

2 – Os consumidores seguirão querendo dialogar com as marcas de moda e, para isso, elas precisarão se posicionar diante de questões sociais, através de informações e CONTEÚDOS.

3 – A diversidade no PROTAGONISMO será cada vez maior. Acabou a época da moda eurocentrizada e cheia de regras. Os grupos antes marginalizados estão sendo valorizados pela indústria da moda: negros, gordos, pessoas mais velhas, praticantes de religiosidades diversas e portadores de deficiências.

4 – Durante muito tempo copiávamos massivamente as roupas de personagens de novelas, atrizes, apresentadoras de TV… elas nos influenciavam. Com a internet, passamos a admirar as blogueiras e seus estilos de vida, que foram se tornando supérfluos e distantes. Essa INFLUÊNCIA será cada vez mais buscada em pessoas próximas e acessíveis. Pessoas com realidades semelhantes.

5 – A mudança na maneira de consumir moda está modificando os NEGÓCIOS de moda. De formas que brechós, reformas (upcycling), costureiras e pequenas empreendedoras crescerão em números e valorização.  

É isso! E vocês? Quais tendências já aderiram por aí?

Este texto foi originalmente postado no Aratu On https://aratuon.com.br/colunista/kikamaia/moda/o-que-sera-tendencia-na-moda-de-2021-ate-2030

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