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Verão é menos roupa. E também é mais assertividade.

Sim, o verão permite, e muitas vezes exige, menos roupa. Mais pele à mostra, menos camadas e maior ventilação do corpo. Shorts, bermudas, camisetas, decotes e modelagens mais amplas não são apenas escolhas estéticas, são decisões funcionais de conforto térmico.

Isso é fato.

O erro está em acreditar que qualquer peça leve resolve. No verão, o vestir precisa ser ainda mais consciente, porque cada escolha pesa mais na leitura final da imagem.

A cor influencia diretamente a sensação térmica e o peso visual

Cores claras tendem a refletir mais luz e absorver menos calor, o que favorece o conforto térmico. Além disso, visualmente, comunicam leveza, frescor e fluidez, características coerentes com a estação.

Já cores escuras absorvem mais calor e aumentam o peso visual da composição. Isso não significa que devam ser excluídas, mas usadas com estratégia: em tecidos leves, modelagens amplas ou em pontos específicos do look, evitando grandes áreas de abafamento.

Vale lembrar… cor não é só estética. É funcionalidade e comunicação.

Tecidos: composição, gramatura e desempenho

A gramatura do tecido impacta diretamente na sensação térmica e no comportamento da peça no corpo. Fios mais finos e tecidos mais leves oferecem maior respirabilidade, mais movimento e menos retenção de calor.

A composição também importa. Tecidos naturais e mistos favorecem a troca térmica, enquanto tecidos sintéticos com tecnologia podem oferecer desempenho interessante quando bem aplicados.

Tecidos tecnológicos: apoio, não solução isolada

Algumas marcas investem em tecidos sintéticos com tecnologia que prometem respirabilidade, secagem rápida e conforto térmico. Essas soluções podem funcionar, desde que alinhadas à modelagem, à cor e ao contexto de uso.

Tecnologia não compensa uma escolha equivocada de cor, corte ou proporção.

Screenshot

Modelagem e quantidade de peças

No verão, mais pele à mostra e mais espaço entre o tecido e a pele favorecem a ventilação e o conforto. Modelagens amplas, recortes estratégicos e redução de camadas fazem diferença real no uso diário.

É, sim, menos roupa… mas com mais intenção.

Verão é leitura de contexto

O vestir de verão exige análise objetiva:

  • Quais cores favorecem conforto e coerência?
  • Qual tecido sustenta a rotina real?
  • Onde a tecnologia agrega?
  • Como a modelagem impacta na ventilação e imagem?

Sua imagem não entra em férias por causa do calor. Ela se adapta com assertividade.

Quando o vestir deixa de ser reativo à temperatura e passa a ser estratégico, o verão deixa de ser um problema e passa a ser uma ferramenta de comunicação consistente.

Consultoria de imagem também é isso: fazer boas escolhas, inclusive quando a escolha é usar menos roupa.

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O mundo está pedindo cor

Após um período mundial sombrio, onde a sociedade viveu sob tensão e perdas, o verão está chegando e as cores estão transparecendo o escape emocional de muita gente. 

Cada cor abstrai do subconsciente coletivo uma sensação. Essas respostas imagéticas das cores tem motivos construídos durante séculos. Entretanto, a construção individual, diante de experiências diversas, pode fazer com que a pessoa vá de encontro ao que uma sociedade entende.

As cores fortes, brilhantes, e até o brilho mesmo, já foram usadas em outros períodos históricos onde a sensação de “curtir a vida” já se manifestou. No período pós guerra tivemos o movimento da Disco Dance que contrastava com o esoterismo dos Hippies. Esses dois movimentos cultivavam a vida por vieses diferentes, mas os dois tinham como proposta de visual uma moda colorida.

Pois bem, cor está na moda. A primeira delas o VERDE.  E porque ele? O verde da esperança de dias melhores e da fertilidade. Da vida… folhas novas que nascem. Em suas diversas variações: o verde lima, o verde abacate, o verde primavera. Tem verde para agradar todos os gostos. 

O laranja também tem sido muito citada para este verão. A cor do budismo, mas também do por do sol. Uma que não costuma ser lembrada antes do vermelho ou do amarelo mas não deixa de ser importante justamente por juntá-las. Apaziguando o perigo do vermelho e acendendo a luz do amarelo. É portanto o laranja uma cor agradável, combinação de luz e calor. 

O azul é uma das cores mais citadas como preferida. É a cor do céu e do mar, que nos remete à imensidão do infinito e nos acalma. É uma cor também associada à religiosidade inalcançável, o celestial. 

O rosa que está sendo visto mais facilmente hoje nas vitrines é o pink, que nos remete ao dinamismo, à criatividade. Mesmo a sociedade atribuindo o rosa à feminilidade, quando o o rosa é mais vibrante, temos uma quebra de expectativa. Não é à toa que ele também é chamado de “rosa choque”. Essa delicadeza que a sociedade atribui à feminilidade é demonstrada quando usamos o rosa bebê ou do rosa seco. 

Como muitos signos na moda as cores tem referências que simbolizam o que nos despertam as sensações. Citei apenas essas três cores, mas neste mundo pós pandêmico as cores reinarão. 

Ficam as questões: você vai usar a cor que está na moda? Usara cores que tem a ver com seu estilo? Ou sequer usará cores “vivas” mantendo-se nos neutros?

Este texto foi originalmente postado no Aratu On https://aratuon.com.br/colunista/kikamaia/moda/o-mundo-esta-pedindo-cor