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Arte, Cultura e Estilo: Um Encontro de Conexão Com A Potência de Exu de Alberto Pitta na Casa Arara de Verão

É um privilégio imenso estar diante de obras de Alberto Pita, artista plástico contemporâneo baiano, cuja arte carrega tanta ancestralidade, força e significado. Cada detalhe é um convite para refletir sobre a potência da cultura afro-brasileira e sua importância.

Apesar de não ser conhecedora das religiões de matriz africana, me interesso pela riqueza cultural que elas carregam. Posso estar errada, mas entendi que Exu, representado nessa obra, é movimento, transformação e abertura de caminhos. Acredito que quanto mais conhecemos culturas diversas, menos espaço damos aos preconceitos e mais abertos nos tornamos para o diálogo.

Laroyê, Exu! Que sua presença nos guie em caminhos de conexão, aprendizado e transformação.

Sobre o look… Esse conjunto já me acompanhou em várias ocasiões! Vocês já o viram por aqui em diferentes propostas, sempre com uma terceira peça ou acessórios que renovam completamente a composição. Ontem, decidi simplificar: nem bolsa levei!

O truque de estilo da vez foi a sandália amarrada por cima da calça. Isso trouxe um ar mais casual para a pantalona e, ao mesmo tempo, permitiu que eu usasse uma sandália rasteira sem que a barra da calça atrapalhasse enquanto eu dançava.

E aí, o que acharam dessa ideia? E do look?

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Julgar uma peça de roupa é julgar quem a usa?

Julgar uma peça da moda é julgar quem a está usando?

Outro dia vi o challenge (esses vídeos que viralizam), de uma influenciadora falando: “roupas que por motivo nenhum me irritam”.

No vídeo, ela amenizava, dizendo em tom sarcástico, que a roupa de ninguém agrada a todos e “então, se você gosta, usa!”.  

Ouvi expressões como… “Não dá, pra mim não dá!”. “Eu não sei como que dá pra combinar isso. Eu acho muito feio. Desculpa!”. “Esses shorts aqui me dá ódio!”. Todas proferidas com uma entonação negativa.

Por isso, fiquei com esse questionamento: julgar uma peça de roupa é julgar quem a usa? 

Hoje, vivemos em um mundo onde se propaga a diversidade. A moda passa por este processo de abertura das suas fronteiras, dos seus limites. Neste processo existe uma corrente que defende as muitas formas de se vestir. Não há um jeito certo e outro errado ao usar uma roupa. Há uma intenção do que a pessoa quer comunicar usando aquela peça da moda.

Existe um movimento de conscientização na moda para acolher que objetos de moda não devam ser encarados como inadequados. Afinal, o que não é condizente na construção de um estilo pode ser perfeito para comunicar a personalidade de uma outra pessoa.

O julgamento negativo proferido sobre uma peça de moda pode deixar quem a veste com sentimento de inadequação, e isso tende a fazer com que a pessoa se retraia e diminua a concretização das suas vontades para afastar o julgamento alheio. Assim, acaba usando o que os outros acham certo, bonito e deixando de usar o que gosta e o faz se sentir bem.

Por isso, quem não gosta de certas roupas deveria apenas não usá-las e evitar proferir seus julgamentos. Afinal, o respeito para que todos se sintam à vontade de vestir roupas que comuniquem a sua personalidade e estilo deveria ser inerente ao ser humano.

Este texto foi originalmente postado no Aratu On https://aratuon.com.br/colunista/kikamaia/moda/julgar-uma-peca-de-roupa-e-julgar-quem-a-usa

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Gorda ou plus size? Conheça os significados de cada termo

“Por que existe uma moda específica para a mulher gorda?”

“É certo falar a palavra gorda?”

“Mas não ofende?”

Essas foram as perguntas que mais escutei desde quando comecei a trabalhar no mercado da moda. No início, apenas revendia moda Plus Size e tive a oportunidade de acessar a alma de muitas mulheres gordas. Ao comprarem comigo, além de adquirirem as peças, elas esperavam fortalecer sua autoestima. O que seriam minutos de vendas se transformavam em horas de troca emocional.

A moda plus size surgiu na Europa, ainda na década de 1920, e era vendida como roupa para mulheres mais cheinhas. Em um determinado momento o termo “plus size” se fortaleceu para um nicho específico, de numerações acima do 46. Foi o termo que ajudou a aquecer o mercado de moda para as mulheres gordas no Brasil. Mas isso só aconteceu em 2008, quando os blogs se popularizaram e muitas mulheres gordas ganharam voz e se conectaram. 

No Brasil, a moda plus size explodiu quando o mercado percebeu que havia uma demanda. Pessoas gordas estavam dispostas a consumir roupas modernas para  mostrar mais seus estilos pessoais.  

Gordas sim! Aos poucos começou um movimento de ativismo a favor da diversidade de corpos na moda. Com ele, o termo “gordo” foi aos poucos sendo resgatado pela militância para a sua ressignificação. A intenção era tirar os estigmas da palavra, para que ela não carregasse os elementos negativos que sentíamos quando proferida. 

E assim foi feito! A palavra passou a ofender apenas quando havia a intenção de diminuir o outro. “Sua gorda!”. Dessa forma, para muitas pessoas, o adjetivo é apenas uma das características do seu eu. 

Por fim, ser gordo não quer dizer que a pessoa é preguiçosa, desleixada, incapaz. Ainda ter essa visão é preconceituoso e ultrapassado.

Este texto foi originalmente postado no Aratu On https://aratuon.com.br/colunista/kikamaia/moda/gorda-ou-plus-size-conheca-os-significados-de-cada-termo

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